Há quem deteste musicais, por não conseguir entender o porquê dos personagens, de uma hora para a outra, começarem a conversar cantando. Quem reclama não percebe o quanto o gênero é a essência do cinema: o musical é, por excelência, a maior experiência audiovisual que os filmes podem proporcionar, já que sua narrativa exige o máximo em imagem sonora (canções) e em movimento (coreografias).
Entrando no clima da SOUNDTRACK do próximo dia 17 de março, a lista a seguir possui 7 musicais, alguns famosos, outros nem tanto. Se eles são muito diferentes entre si, todos são apaixonantes, já estão disponíveis para venda e merecem ser vistos e revistos. Para um cinéfilo que se preze, devem estar na estante de DVDs.
Voando para o Rio (1933). Primeiro filme de Fred Astaire, a história se passa no Rio de Janeiro e conta as aventuras de um playboy americano que se apaixona por Belinha, uma brasileira de família rica. Caetano Veloso regravou recentemente a canção The Carioca, que concorreu ao Oscar. Veja o trailer aqui.
Cantando na chuva (1952). O solo de Gene Kelly na chuva é provavelmente uma das mais famosas cenas da história do cinema (mesmo quem não viu o filme a conhece, não é?). Ele interpreta um ator do cinema mudo que acompanha as mudanças na indústria após a chegada do filme sonoro e, de quebra, se apaixona pela mocinha que dubla a voz de atriz megera e fanhosa.
A noviça rebelde (1965). Campeão das madrugadas de fim-de-ano na Rede Globo, conta a história de uma freirinha que adora cantar e que vai trabalhar como babá na casa de ricaço tradicional e severo. Só que o patrão tem filhos que são umas pestes. Recentemente, Gwen Stefani lançou o megahit Wind it up, que sampleia uma das músicas de A noviça rebelde. Veja o clipe e a cena do filme.
Hair (1979). Dirigido pelo cultuado Milos Forman, o filme é adaptação de uma peça da Broadway sobre os hippies que ficou famosa por ter atores nus em cena. Não há nus no filme, mas quem sente falta deles? Hair é uma obra-prima. E atenção: a cena mais famosa é a primeira do filme.
Fama (1980). Alan Parker dirigiu este musical, bastante inovador na forma e linguagem em sua época, que conta o cotidiano de alunos de uma escola de música. A música-tema, na voz de Irene Cara, foi e ainda é um sucesso, apesar da cena em que ela está, no filme, ser pra lá de tosca.
A pequena loja dos horrores (1986). Frank Oz é o diretor desta adaptação musical de antigo filme B de Roger Corman estrelado por Jack Nicholson em início de carreira. Rick Moranis interpreta um bobalhão que compra uma planta carnívora que, alimentada diariamente com sangue, se transforma num monstro gigante e bastante falante. Destaque para Steve Martin em papel de dentista sádico. Impagável!
Moulin Rouge! (2001). Versão turbinada de musical, para os jovens do novo milênio acostumados a videoclipes e filmes de ação, o filme de Bazz Luhrmann é puro espetáculo audiovisual. A inovação está nas músicas entoadas pelos atores: são grandes sucessos comerciais, de várias épocas, que são utilizados para se contar a história. É uma delícia, mas há quem odeie.
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The end.
Fonte: Teco Apple
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007 às 2:18am
Concordo plenamente com Singin’ in the Rain, Sound of Music, Hair e Moulin Rouge, mas acho que deviam ser incluidos outros MUITO bons também, como Rocky Horror Picture Show, com Susan Sarandon nos seus 19 aninhos, um clássico do trash-terrir-musical ; e RENT, um pouco desconhecido, mas famoso na Broadway americana, virou filme em 2005 e fala sobre amigos boemios… Ah, sim, e o clássico Mágico de Oz, da Judy Garland, não do Michal Jackson, peloamordedeus! XD
:**
Sexta-feira, 4 de Maio de 2007 às 2:18am
Além do “Rocky Horror Picture Show” lembrado já pelo “Gunther”, É IMPERDOÁVEL que “VITOR OU VITÓRIA” não esteja relacionado entre os “Sete Musicais” do texto (e pq só “sete”???). Com os injustamente ESQUECIDOS já são “nove”….., mas se pensarmos com calma, aparecerão por aí muitos outros também…..