Em 2003, Amy Winehouse consagrou-se com seu disco de estréia (Frank) e seus ares de música soul. O sucesso do primeiro trabalho poderia trilhar passos similares aos de Joss Stone. Mas, não. Winehouse construiu um novo álbum denso com a genialidade dos clássicos da Motown. Apesar dos 22 anos, poderíamos dizer que suas canções foram gravadas há décadas.
O gênero old school está em cada faixa de Back to Black. O funky-soul de “Rehab” garante qualidade no vocal climático e letra sobre não ser levada a uma clínica de reabilitação (“I’m gonna, I’m gonna lose my baby / So I always keep a bottle near”). As composições, em geral, abordam temas como drogas e amores perdidos.
Os elementos pop são desafiados ao domínio e postura clássica da artista. A qualidade gospel de “Me And Mr Jones” (Fuckery) e as orquestrações de “You Know I´m no Good” evocam divas como Etta James e Shirley Bassey, respectivamente.
Ao total, são menos de trinta e cinco minutos que soam extremamente inovadores e retrô, sem perder a temática e estilo. O jazz de “Love is a Losing Game”, o blues de “Wake Up Alone” e o R&B suave de “Some Unhole War” são peças que sustentam Back to Black - um clássico moderno da Motown que não permite comparações a cantoras denominadas “clássicas” da atualidade.
Por Teco Apple.
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The end.
Fonte: Teco Apple
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